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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
quarta-feira, 24 de julho de 2013
A Vassoura e o Chinelo
Agora encostada na parede, a Vassoura, que tem a cabeça no chão, estava em igual condição, portanto, ao Chinelo. Mas o fitava com desdém. "Boa tarde, Sr. Chinelo, venho de varrer a casa toda. Ufa! Não é fácil deixar a coisa limpa", disse olhando para o horizonte, como se ele tivesse interesse em sua lida. E continuou, pedante: "É, pelas minhas cerdas já se passaram de tudo; fotos rasgadas, brinquedos velhos, os primeiros fios de cabelo branco, copos quebrados, uísque doze anos... Se não fosse eu, esse povo aqui teria...
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quinta-feira, 6 de junho de 2013
O prefeito eleito foi meu pior voto. E agora?
O fato é que existe uma vala imensa entre os gentílicos criados no seio fabril de minha cidade, e o Turismo. É trabalho árduo abrir a cabeça de um cidadão sobre esta Indústria Limpa e esclarecer, dentre outras coisas, que investimento em Turismo não é só para o turista
O que eu faço se vejo meu voto no Poder Executivo Municipal trabalhando contra mim? Sabe aquela sensação de impotência? Pois bem, não me resignei. Agarrei meus braços em cobrar os vereadores de um lado e, do outro, comecei a compartilhar mais informação e, quem sabe, penso, trabalhando nas bases e politizando meus próximos, consiga amenizar minha culpa.
Assim mesmo que me sinto; culpado. Veja só: trabalho com Turismo há quase 10 anos e, desde quando o atual prefeito de minha natal Salto, interior de São Paulo, revelou sua candidatura, deixou claro sua distância em relação à essa importante ferramenta do desenvolvimento, mostrando clara ignorância sobre o setor. Mesmo assim votei nele.
Votei pois me entristeci com o jogo político fedido em que...
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segunda-feira, 3 de junho de 2013
Duas mulheres*
Tinha dentes largos e separados. Sentava sempre no mesmo banco, às 13h10. Todos os dias no mesmo lugar. Todos os dias da semana. Era de levantar a barra do vestido até os joelhos para ventilar as pernas. Os meninos, ali na quadra, faziam um chute leve aproximar a bola para, quem sabe, tê-la desprotegida. Porém, ela abaixava a saia com urgência e lançava a bola de volta, com certa sofreguidão, antes que se aproximassem. Eram tantos os chutes que ela percebera a intenção curiosa dos meninos, mas não deixaria o lugar conquistado há anos com silêncio e persistência. Era caso de quando ocupado, o banco, ela se plantar em pé ao lado do incauto, e ficar até incomodar. Bastavam uns minutos e ela sentava absoluta. Sempre presa em vestidos longos, de cores escuras e sem estampas, sentava com o mesmo coque pequeno, de rosto baixo e mãos rápidas beliscando o lábio inferior. Levantava cerca de quinze minutos depois para voltar ao trabalho. À noite era mulher seminua na rua do Teatro Giuseppe Verdi.
*Primeira coluna "conto... ou não conto?", publicada no jornal Taperá (Salto-Itu-Indaiatuba), em 1 de junho de 2013.
Alex Pinheiro
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domingo, 2 de junho de 2013
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